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Cinema negro brasileiro
Editora: Papirus Editora
Colaboradores: Noel dos Santos Carvalho, Carolinne Mendes da Silva, Clarissa Cé de Oliveira, Cristina Matos, Ella Shohat, Gilberto Alexandre Sobrinho, Kênia Freitas, Luis Felipe Kojima Hirano, Natasha Roberta dos Santos Rodrigues, Paula Halperin, Pedro Vinicius Asterito Lapera, Robert Stam, Roberto Carlos da Silva Borges, Samuel Silva Rodrigues de Oliveira
Avaliação:
R$ 95,00 á vista
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Fora de estoqueCódigo: 9786556501345
Categoria: Roteiros
Descrição Saiba mais informações
A coletânea Cinema negro brasileiro, organizada por Noel Carvalho, traz um debate central da contemporaneidade para o campo do cinema brasileiro.A coletânea Cinema negro brasileiro, organizada por Noel Carvalho, traz um debate central da contemporaneidade para o campo do cinema brasileiro.
As alteridades sociais, de etnia ou gênero, compõem o espaço a que alguns se referem como identitário. Misturam-se, no caso brasileiro, a demandas sociais diversas que afligem não só as minorias, mas a imensa maioria da população. Questões envolvendo a representação da população negra ocupam um espaço em nossa filmografia até agora ignorado. Manifestam-se, em seu modo reacionário (o racismo) ou progressista, desde os primórdios de nosso cinema, atravessando o período mudo, o início do falado, a obra de nosso principal diretor da primeira metade do século, Humberto Mauro. Atingem, em suas distintas manifestações, o deboche e a ironia da chanchada, a preconceituosa pornochanchada, a produção folclórica dos grandes estúdios paulistas, o chamado cinema independente dos anos 1950. Eclodem, de modo mais afirmativo, na descoberta pioneira do empoderamento negro por Glauber, Cacá, Nelson e o Cinema Novo como um todo. Surgem nos filmes da retomada no fim de século e depois na explosão da produção que traz a experiência do racismo como fala própria, do lado de lá, no cinema mais jovem da segunda década do novo milênio. A vivência do preconceito e do racismo está nas imagens das produtoras alternativas digitais que emergiram com as grandes manifestações de meados dos anos 2010.
Cinema negro brasileiro mostra um caleidoscópio do conjunto dessa posição, inaugurando um novo recorte na tradicional linha diacrônica da historiografia tradicional. Constrói uma espécie de âncora alternativa, dialogando de modo dinâmico com o cânone da história do cinema fundado no século passado, sem escorregar na ameba midiática. Questiona, assim, uma visão antes mais homogênea e unitária da identidade popular e sua consciência. Aparece então a fissura da fissura, a irremediável decalagem exposta como fratura, na qual incidem as questões enfrentadas frontalmente pelo livro. O levantamento de imagens e narrativas esquecidas, ou pouco valorizadas, aponta para um iceberg em que a sensibilidade contemporânea dá forma a evidências antes ocultas em sua dimensão.
Fernão Pessoa Ramos
Coordenador da Coleção Campo Imagético
As alteridades sociais, de etnia ou gênero, compõem o espaço a que alguns se referem como identitário. Misturam-se, no caso brasileiro, a demandas sociais diversas que afligem não só as minorias, mas a imensa maioria da população. Questões envolvendo a representação da população negra ocupam um espaço em nossa filmografia até agora ignorado. Manifestam-se, em seu modo reacionário (o racismo) ou progressista, desde os primórdios de nosso cinema, atravessando o período mudo, o início do falado, a obra de nosso principal diretor da primeira metade do século, Humberto Mauro. Atingem, em suas distintas manifestações, o deboche e a ironia da chanchada, a preconceituosa pornochanchada, a produção folclórica dos grandes estúdios paulistas, o chamado cinema independente dos anos 1950. Eclodem, de modo mais afirmativo, na descoberta pioneira do empoderamento negro por Glauber, Cacá, Nelson e o Cinema Novo como um todo. Surgem nos filmes da retomada no fim de século e depois na explosão da produção que traz a experiência do racismo como fala própria, do lado de lá, no cinema mais jovem da segunda década do novo milênio. A vivência do preconceito e do racismo está nas imagens das produtoras alternativas digitais que emergiram com as grandes manifestações de meados dos anos 2010.
Cinema negro brasileiro mostra um caleidoscópio do conjunto dessa posição, inaugurando um novo recorte na tradicional linha diacrônica da historiografia tradicional. Constrói uma espécie de âncora alternativa, dialogando de modo dinâmico com o cânone da história do cinema fundado no século passado, sem escorregar na ameba midiática. Questiona, assim, uma visão antes mais homogênea e unitária da identidade popular e sua consciência. Aparece então a fissura da fissura, a irremediável decalagem exposta como fratura, na qual incidem as questões enfrentadas frontalmente pelo livro. O levantamento de imagens e narrativas esquecidas, ou pouco valorizadas, aponta para um iceberg em que a sensibilidade contemporânea dá forma a evidências antes ocultas em sua dimensão.
Fernão Pessoa Ramos
Coordenador da Coleção Campo Imagético
Páginas | 288 |
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Data de publicação | 24/06/2022 |
Formato | 23 x 16 x 1 |
Largura | 16 |
Comprimento | 23 |
Acabamento | Brochura Com Orelhas |
Lombada | 1 |
Altura | 1 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Classificações BISAC | PER004050; ART057000; PER004030; PER004160 |
Classificações THEMA | ATFN; ATFA; ATFB |
Idioma | por |
Peso | 0.43 |
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